segunda-feira, 27 de março de 2017


NO MAR VERMELHO DO VINHO TINTO, MEU GRANDE AMOR, SOU EU!
Na minha louca solidão
Encontrei você.
Triste, angustiada
Sofrendo de amor
Encontrei você.
Mergulhada em sangue de vinho tinto
Clamando o nome do meu algoz
Beijei você.
Em lamúrias, sussurrando minha aflição,
Murmurando a derrota do meu coração
Amei você.
Na loucura ébria das visões do meu amor.
Amei você. Gamei você. Iludi você.
Mergulhando em mar vermelho de vinho tinto
Era feliz na loucura ébria das minhas alucinações de amor.
Porque ele sempre estava lá. Todas às vezes ele estava lá.
Em seu lugar.
Eu nunca amei você!
Por todo tempo tive muitos amores
Loucas paixões, delírios sem fim,
Mas não era você.
Nunca foi você.
Usei tua boca, teus braços e abraços,
Para aplacar o fogo das minhas paixões.
Fechei meus olhos para a realidade
E permiti ser feliz em minhas ilusões.
Meus gritos de dor, minhas loucuras de amor
Nunca foram pra você.
Mergulhada em sangue de vinho tinto.
No profundo mar vermelho do vinho tinto.
Meu grande amor, sou eu!
(Valquíria Duarte)
UM BEIJO CONTIGO

Eis o que quero, meu amigo,
Contigo um único beijo
Que sei que é proibido.
Proibido desejo insano
Que não posso controlar.
Não te quero para amar
Só o afã desse desejo proibido.

Quero beijar tua boca muito louca,
Mergulhar nesse mar de céu!
Embolar a língua nas ondas da tua boca
Me lambuzar no doce do teu mel.

Me embriagar na saliva da tua boca
Tirar do peito todo esse meu fel.
Emaranhar teus cabelos como louca
E na tua boca ficar solta como ao léu.

Esse desejo no beijo da tua boca
Me mata, me afaga,  é tão cruel!
Sabor proibido de morte na tua boca
Me leva ao ar, ao mar, me leva ao céu!

                                        (Valquíria Duarte)